domingo, 23 de maio de 2010

Décadence avec élégance - Diário de bordo de uma jornada do primeiro mundo ao submundo.


Nossa jornada de ontem começou cedo. Uma viagem de ida e volta do primero ao submundo em poucas horas.

Primeira Parada: Primeiro Mundo.

Fomos à Maifest, - no Brooklin, bairro classe AA de SP - que neste ano estava menos alemã do que na edição anterior. Por um lado isso é bom, já que levar um namorido que é fã da falta de melanina a uma festa de colônia alemã é uma tortura, mas até que ele se comportou direitinho...

Não encaramos o salsichão - desta vez, ficamos no bom e velho Eisbein mit Sauerkraut und Kartoffeln (joelho de porco assado, com batatas e chucrutes). Aliás, não existe a palavra "chucrute" em alemão, viu? Não cheguem na Alemanha pedindo um chucrute, mesmo fazendo o maior sotaque alemão do mundo. Vão ficar olhando pra tua cara e você vai passar fome. Lá, a iguaria se chama Sauerkraut (se pronuncia záua-cráut).

Em dado momento, a cena era surreal: eu acabara de comer carne de porco num sábado (!), vestindo uma camisa com a bandeira de Israel (!!), o maridon com uma de Cuba (!!!), ambos comendo tempurá (!!!!) e tomando vinho húngaro (!!!!!), enquanto ouvíamos a Orquestra Jazz Sinfônica de Diadema (!!!!!!) tocando o tema da pantera-cor-de-rosa (!!!!!!!) em plena Festa Alemã da Primavera (!!!!!!!!) que por sua vez ocorria no outono (!!!!!!!!!), bem aqui no Brasil (!!!!!!!!!!)... quase um roteiro de filme do David Lynch.

Por falar em coisa surreal...

Segunda Parada: Submundo

Depois, à noite, fomos lá pro nosso adorado Centrão Velho para tomar outras e terminar a noite. Fomos pegar nossa mesa lá no bar Habeas Copus. Mas ontem o lugar estava parecendo um freakshow – no mau sentido do termo, diga-se. Um misto de Thriller, do Michael Jackson, com Noites do Terror, do Playcenter... Como se o cenário em si não bastasse, apenas uma pessoa para atender a todos os pedidos das mesas, definitivamente, não dá. E se levantar e ir até o balcão, tendo de atravessar em meio a um bar abarrotado, convenhamos, não é uma experiência das mais animadoras para um sábado à noite. Com todas estas adversidades, acabamos indo embora mais cedo. Qualidade no atendimento é importante para quem se propõe a oferecer um serviço. É preciso cuidado, mesmo na decadência... Muitas vezes o pessoal confunde o fato de algo ficar no centrão com desleixo... aí não dá.

E, para aumentar a carga de aventuras do dia, ainda escapamos de um assalto na hora de ir embora. Maridon estava ligado e percebeu em tempo...


Moral da História
Mach dir keine Sorgen! C'est La Vie. Décadence avec élégance. Don't Worry Be Happy.

Para encerrar no clima, deixo vocês com a maravilhosa dupla franco-germânica-electro-cult-trash Stereo Total e o vídeo de "Ich bin der Stricherjunge" (Eu sou o michê):


Ps. Apesar de adorar os seriados americanos em geral, nunca vi um mísero episódio de Lost, então, pelo menos o meu mundo não vai parar hoje para ver o final da série... alguém precisa sobreviver para contar a história da humanidade...

Ps 2. A "Folha do Futuro", como venderam tanto as reformas do jornal Folha de SP... ficou a cara do finado Notícias Populares...

2 Comentários:

Wans disse...

Eu odeio Lost! Juro!!!!!

dogmanstar disse...

adoro a cozinha (disse COZINHA) alemã e eles tem uns salsichões (sim, aqui deve-se usar duplo sentido)...
correste o mesmo risco que wans a me levar na festa do consulado do Congo posto que adoro tons mais escuros...o wans é um caso muito à parte...
já o centro, foi-se o tempo que era lugar frequentável, acho que eu ainda peguei um pouco da 'golden age' da Vieira mas hoje é uma cópia tosca de lugar guei...
pena pois poderia ser uma Liberty Ave....

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