quinta-feira, 25 de março de 2010

Procura-se uma música desesperadamente



Sabe quando você escuta uma música que não conhece, gosta e quer saber qual é? Na verdade, não é que você quer, você PRECISA saber qual é!

Era o tipo de coisa que acontecia quando eu comecei a freqüentar as casas noturnas há mais de uma década. Eu perguntava pra alguém, e o pessoal sempre sabia dizer qual era a song desconhecida. Se não desse certo, era só perguntar ao DJ, que quase sempre era seu colega mesmo.

Às vezes você ouve a tal canção no rádio. Aí é só esperar o final do bloco e anotar o nome. Se não der certo, o jeito é pegar uma parte da letra e jogar no Google. É claro que para isso é necessário o inglês um pouco além do básico verbo to be aprendido na escola.

Pois não é que comigo aconteceu algo parecido? Há uma música que sempre toca nas baladas, mas sempre é uma versão remixada/editada, só com a parte instrumental. O pior é que ela é muito, muito, MUITO conhecida, e, sempre que eu escuto, ela fica na mente por boas horas, já que é grudenta que só. Em alemão esse tipo de música é chamado de “Ohrwurm” (verme de ouvido), por motivos óbvios.

Domingo eu estava em casa, ouvindo rádio enquanto preparava um trabalho, e, ao colocar na Energia 97, lá estava minha música! Corri pro site pra ver se estava o nome, mas nada! Esperei o bloco acabar, mas o apresentador não falou o que tinha acabado de tocar, na certa tinha apresentado o setlist antes. $#@*&%$#!- pensei comigo mesmo! Imediatamente fiz uma revisão nos meus arquivos de dance music, pra ver se ela não estava por lá. Nada. Peguei minhas coletâneas mais recentes, trocentos CDS de MP3, mas nada!

Num ato de desespero, cantarolei a música para minha sobrinha de 18 anos, que me olhou com cara de “meu tio deve ser mais maluco do que eu pensava”.

Hoje, enquanto almoçava uma deliciosa moqueca de camarão com meu amor, contei-lhe meu drama, cantarolei novamente a maldita música, e ele de imediato reconheceu – mas também não sabia dizer o nome. Ficamos ambos com a música chiclete na cabeça.

Pois não é que há mais mistérios na vida do que nossa vã filosofia pode entender? Cheguei em casa, e enquanto brincava com a cachorra da minha mãe, cantarolava a música que ainda não saíra da minha cabeça. Meu sobrinho de 10 anos, se volta na minha direção e me diz: “da hora essa música, né tio?” E eu: “é, faz tempo que quero descobrir o nome pra baixar.” E ele: “eu tenho no meu celular.” Eu: “Passa pra mim!”. Ele: “Tá em casa.”

Minha empolgação dava lugar ao desânimo, alegria de pobre dura pouco... mas ele, no auge de sua sabedoria de 10 anos me diz: “O nome dela é Stereo Love, o nome do cara é Edward Maya.”

Corri pra baixar, é claro, e não é que finalmente encontrei a música! Aproveitei e baixei várias versões,com vocal, com participação desta e daquela, sem vocal, remixes, radio edit etc.

Pronto, agora posso descansar em paz – pelo menos até a próxima música...

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