sábado, 15 de maio de 2010

Novas estocadas rapidinhas



Debate acalorado numa comunidade sobre drag music no Orkut: você namoraria uma drag queen? Pra variar, todo mundo que disse não foi taxado de preconceituoso... será? Será que as pessoas não têm direito a ter seu desejo respeitado? Eu, por exemplo, não tenho atração alguma por homens mais efeminados. Mas também não tenho a menor atração por loiros, por mais bonitos que venham a ser. Como também não tenho a menor atração por homem de cabelo longo. Nem homem alto. Nem homem peludo. Nem homem magro. Não significa que eu quero exterminar todos estes tipos da face da terra. Preconceito ou preferência? Chega de ficar vendo preconceito em tudo e querer impor tolerância. Tolerância não pode ser imposta, se conquista. Viva a diversidade, mas no sentido verdadeiro da palavra, já que normalmente o pessoal fala de diversidade mas está pensando em ditadura do pensamento único...

Por falar em preconceito, adorei o Profissão Repórter. Muito legal ver que não adianta ficar batendo na tecla do preconceito, apenas mostrando que ele existe. É preciso, como bem fez o programa, mostrar que ele pode ser superado. Parabéns à equipe pela abordagem. Li os comentários dos expectadores lá no site da Globo, muitas histórias comoventes. Pra variar, apenas um ou outro militante mala reclamando da Rede Globo. Tem militante gay que só fica feliz se você mostra que o mundo é cruel, que as pessoas são malvadas e preconceituosas, e que se você colocar a cabeça do lado de fora de casa vai ser apedrejado. Aí eles adoram... Tem gente que não se conforma com o fato de que dá pra ser (muito) feliz sendo gay. E nem me refiro aos heterossexuais...

Por falar em militante mala, entrei num famoso site gay que tinha um texto criticando a reportagem da Veja, única e exclusivamente por ser da Veja. Deixei um comentário por lá dizendo que aquilo que eles estavam fazendo também era preconceito, e que a militância gay deveria ter visto a reportagem como uma forma de abrir os olhos para as reais necessidades do público gay, já que do jeito que se portam não representam os jovens nem os que já passaram da adolescência (como é o meu caso). Publicaram meu comentário? É claro que não, né...

Em comentário sobre legislação específica sobre o “casamento gay”, o já folclórico pastor Slias Malafaia soltou a seguinte pérola, comparando homossexualidade à zoofilia e necrofilia: “Vamos colocar na lei tudo o que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei. Eu vou apelar aqui. É um comportamento, vamos aceitar. Quem tem relação com cadáver, é um comportamento, vamos botar na lei”. A solução é bem simples: não é preciso criar legislação específica para o público gay (também sou contra), basta que a legislação existente não exclua o homossexual e pronto. Ao invés de criar uma lei para o casamento gay, é só tirar da lei já existente a parte que fala "entre homem e mulher” e colocar no lugar “entre duas pessoas”. Simples. Não é preciso criar direitos ou privilégios específicos, basta garantir os mesmos direitos (e deveres) a todos. Já pensou, pastor, se fosse proibido ter programa evangélico na TV? Tenho certeza de que o senhor acharia bem injusto e preconceituoso, né?

Contagem regressiva para a Virada Cultural – amanhã a gente posta aqui nossa cobertura do evento.

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