sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Era um garoto, que como eu, amava Belle & Sebastian


Ultimamente tenho ouvido bastante Belle & Sebastian. Engraçado que, a alguns anos, eu ouvia tanto, tanto, depois passou. Fui um dos sortudos que viram a apresentação da banda escocesa por aqui, no finado Free Jazz, com abertura do Grandaddy e do Sigur Rós. Foi o show certo na hora certa, a banda no auge, todo mundo cantando todas as letras, acho que até ele ficaram surpresos. Conheci a banda bem na época que entrei na faculdade, ainda no milênio passado. Virei fã, foi amor à primeira audição de “We rule the school” e ao ver o clipe ultra-mega-fofo de “Is It Wicked Not To Care?”

Na época tudo era importado, e caro pra caralho, mas felizmente eu tinha uma amiga que me fazia cópias em CDR. Ainda tenho as cópias do singles, mesmo depois tendo comprado os CDs.
O Belle & Sebastian era uma doce – bota doce – mistura de Smiths, Felt, Simon & Garfunkel, Nick Drake, The Mamas & the Papas, Donovan, tudo num liquidificador, com instrumental bacana e vozes lindas. E tudo isso com letras que na verdade eram historinhas, divertidas, cheias de citações bacanas e nerds, como a do cara que sonha que o irmão sai do armário bem no dia do casamento da irmã (The State I Am In), a do gay ingênuo que anda num parque e acha que os caras estão querendo seu dinheiro, mas querem é ele (Like Dylan In The Movies), do garotinho que fica conversando com seu cachorro de brinquedo (Dog On Wheels). O legal é que, para mim, Belle & Sebastian era uma das coisas mais gays da face da terra, eu via referências gays em todas as canções...



Aos 24 anos eu sofri um acidente futebolístico que me fez pendurar as chuteiras. Uma joelhada na cara, que, além de um grande corte, ainda provocou um apagão momentâneo e uma semana meio grogue - sem contar a cicatriz. E bem na semana em que eu perdera minha tia, vítima de um derrame cerebral, eu coloco o CD recém adquirido para ouvir, e lá vem a canção “It Could Have Been A Brilliant Career”, como seus sugestivos versos: “He had a stroke at the age of 24, it could have been a brilliant career”… Sobrevivi, mas nunca mais joguei futebol.
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Ainda sobre minha amiga, em um dia em que eu estava mal da vida, sofrendo de viadagem acumulada, ela me aparece com um CD pirata de uma apresentação do grupo em uma rádio francesa, com a música “Paper Boat”, uma das minhas preferidas até hoje. Se “The Boy Done Wrong Again” era meu hino oficial de fossa, “Paper Boat” virou o hino do “tudo vai dar certo”:



Embora meu amadão não seja chegado ao Belle & Sebastian, foi ele quem me deu de presente o CD “Dear Catastrophe Waitress”, sexto álbum da banda, como presente de aniversário, bem no começo do nosso namoro.
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Dizem as boas línguas que o Belle and Sebastian pode voltar ao Brasil para shows em novembro (mês que ainda promete Rihanna e Scissor Sisters – além do Rammstein, no finalzinho). Não sei se hoje em dia eu iria ao show, mas vamos aguardar!

2 Comentários:

Wans disse...

Belle & Sebastian é uma das 5 bandas que mais am no mundo. O primeiro disco que ouvi foi o das gêmeas na capa. Amei! É lindo demais. depois conheci os outros e fui me apaixonando cada vez mais. Isobel Campbell e Stuart possuem voz de anjos. E os acordes eram sublimes e harmoniosos. Sinceramente não sei qual música gosto mais. Talvez a delicadeza de Fox in the Snow.

Adorei, gatos!!!!

Gustavo Miranda disse...

Ultimamente me pego ouvindo, direto e reto, "Sunny Little Frog", é muuuuuito fofa! =D

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