segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um Perdido e Meio no Show da Rihanna em SP

Sábado foi nossa noite de comemoração. Primeiro a gente teve a festinha privê para comemorar o aniversário do maridão, e após soprar várias vezes a velinha, lá fomos nós ver o show da Rihanna.
Era a primeira vez que víamos uma apresentação na Arena Anhembi, e felizmente São Pedro ajudou e não choveu, já que o show foi ao ar livre. Não choveu, mas fez um friozinho fora de época que se tornava ainda mais gélido naquele espaço descampado.
Chegamos cedo, mas já havia uma boa quantidade de público no local. Para aquecer o pessoal e fazer a espera ser menos torturante, um DJ tentava animar a platéia com dance music. Tentava, pois, embora fosse menos pior do que o DJ que fizera a abertura da turnê da Madonna, o cara não estava tão inspirado. E ainda teve de aguentar as vaias do público diante do injustificável atraso de mais de UMA HORA antes da cantora pisar no palco com sua bota de salto alto.
Para dar conta do atraso, maridão bebia uma cerveja após a outra. Eu só tomei uma, queria estar bem desperto para curtir o show. Quando a cantora finalmente entrou em cena, lá pelas 22h30, maridão já estava além da vigésima segunda dimensão, vítima do efeito "álcool + sono". Acho que ele só acordou de fato na última parte da apresentação. Pena que ele não aproveitou o show ali comigo, no planeta terra, mas era seu aniversário e ele tinha o direito de chutar o pau da barraca... Então o relato fica sendo apenas o de Um Perdido "e Meio" na Noite

O público: havia muita gente jovem, até crianças com seus pais. Garotas aos montes, mas a grande maioria era de homens gays mesmo. Os poucos homens heterossexuais que por lá estavam o faziam apenas para acompanhar as respectivas namoradas/esposas.

A cantora: Rihanna é a típica gostosona. Um prato cheio pra quem gosta da fruta. E estava se divertindo no palco. Era só olhar na cara dela, não parecia nada burocrática. Cantou tudo ao vivo (não rolou playback), com a ajuda de duas backing vocals (Ashleigh Haney e Erica King) e uma banda completa - cujo guitarrista era Nuno Bettencourt, que alguns vão se recordar, era aquele cabeludo do grupo Extreme. O detalhe curioso é que ele tem ascendência portuguesa, mas quando a cantora pediu ajuda para traduzir uma frase, ele respondeu em espanhol... #nãoentendi. No palco, alguns bailarinos dançando com a cantora, que não ficou parada um único segundo. Rihanna entrou toda periguete, vestindo um maiô listrado, na parte de cima, e preto, embaixo. Beeeeeem cavado, mostrando os pernões cobertos por uma meia arrastão preta. Ela é bem mais alta do que eu pensava, e tem uns olhos verdes lindos. E não usa mais o cabelón inspirado na Alcione, como vocês podem ver nas fotos.

O Show: foi um hit atrás do outro. Embora ela não tenha cantado minha música preferida, “Russian Roulette”, nem “Te Amo” (que combinaria bem com o Brasil), não dá para reclamar do repertório. Se eu não tiver esquecido da alguma coisa, o setlist do show foi o seguinte:

Abertura + “Only Girl (in the World)”, “Disturbia”, ‘Shut Up and Drive”, “Man Down”, “S&M”, “Let Me”, "Raining Men/Hard", “Breaking Dishes”, “Glamorous Life”, “Run This Town/Live Your Life”, “Unfaithful”, “Hate That I Love You”, “California King Bed”, “Pon de Replay/What's My Name?”, “Rude Boy”, “Cheers (Drink to That)”, “Don't Stop the Music”. Bis: “Love The Way You Lie (Part II)” e “Umbrella”

Os pontos altos do show, na minha opinião: "Only girl" fez o chão tremer, com todos cantando e a cantora meio que surpresa com a reação. Eu adoro “Man Down” e acho que ela tem um clima legal ao vivo. O engraçado era ouvir uma canção bem ska/reggae num show em que ninguém fumava maconha. Ainda bem, aquele cheiro é insuportável.

As canções mais novas “S&M” e “California King Bed” foram cantadas em uníssono. Quando chegavam ao refrão, era uma histeria coletiva. Nesta altura do show maridão já estava de volta ao nosso planeta. É em baladas como “Unfaithful” que a gente percebe o abismo entre uma Rihanna e uma Adele... Emocionante! Mas o melhor mesmo ficou guardado para o bis. Quando ela cantou a versão mais intimista de “Love The Way You Lie”, o estrago estava feito. Um dos momentos mais bonitos que já vi num show, e olha que eu já fui a muitos na minha vida! Difícil não soltar todas as frangas do universo e segurar a emoção! #ChoreiLitros.

Para terminar, nada menos do que “Umbrella”, para fechar a noite com chave de ouro. Uma apresentação que só não foi perfeita pelo atraso, que levou a cantora a cortar algumas canções do set.

O ponto negativo, para variar, é o público atual dos shows. O que eu vi de fã reclamando que ela não trocou de roupa durante a apresentação!!!!!! O foco era a música, não? Quer ver mulher trocando de roupa a cada entrada em cena, vá à São Paulo Fashion Week. Outra: bons tempos em que as pessoas iam a um show para ver e ouvir o artista, e não para ficar filmando ou fotografando o tempo todo para ver depois. Teve uma hora que a câmera focou o público e colocou a imagem no telão, e o que vi eram centenas de pessoas paradas, segurando máquinas fotográficas, e não pessoas cantando e pulando, como era de se esperar... Acho isso muito triste...

Ah, Liebe, esta é realmente a bandeira de Barbados (para quem não sabe, a cantora nasceu lá e seu aniversário - 20 de fevereiro - é até feriado nacional):

Saímos do show e fomos ao centrão ver a Virada Esportiva. Estava beeeeeem meia-boca, diga-se. Muito diferente da edição passada. E este ano nem teve a Virada de Diversidade, parte do evento voltada ao público gay. Para recarregar nossa testosterona, assistimos a uma luta de vale-tudo ali no Anhangabaú e voltamos para casa, pois maridão estava morrendo de sono e eu já não aguentava mais ficar de pé, com as pernas pra lá de cansadas. Não somos mais dois adolescentes, né? Cansa, mas a gente se diverte...

10 Comentários:

Lobinho disse...

Para mim,só de ve-la cantar Love the Way You Lie ao vivo já valeria assistir ao show.

Ah,feliz niver atraado ao maridao!
Beijos.

Frederico disse...

Adoro ela, fiquei com inveja de vcs eheheehh
pelo visto estava muito animado, ótimo presente de aniversário :)

Gui disse...

Kédizê que eu dei azar de todos os lives da Rihanna que eu vi no youtube serem um lixo?

Veremos no RIR!

Beijão! :D

Junnior disse...

Show quem faz é a gente e aposto que esse, ao lado do maridão em pleno niver, foi muito especial. Mais uma vez parabéns pra ele, pra você, para o casal.
Bjux.

Wans disse...

Eu li ontem na folha de São Paulo, mas tava curioso pela sua crítica. E fico feliz que tenha curtido.

bjs

FOXX disse...

se inveja matasse, estaria eu aqui mortinho...

Dario disse...

Também já tinha visto um artigo no Estadão, mas estava doido pra ver sua versão. Lá eles falaram da roupa também , da forma que exagera na sensualidade, tudo de forma pejorativa. Gosto da Rihanna porque ela canta.

Anônimo disse...

Não curto shows em que os artistas ficam trocando de roupa. Se cantar ao vivo, ótimo. Não precisa mais nada!!

Queria ter ido ao show dela :(
das musas do pop ela também é minha favorita.

Vi um video do show e ela ficava tirando o maiô de dentro da bundokinha, achei fofo.

melo disse...

não gosto muito dela mas legal que curtiram o show.
olha, show assim grande comigo nunca mais, nem me atrevo, fico irritado, cansado e sem saco..
fomos ver o TPoBPaT no Clash e me arrependi tanto!! e nem cheio estava..
não tenho mais saco pra isso sabe?

DPNN disse...

Gui, TODOS os videos feitos com celular, de QUALQUER artista, são um lixo. O áudio mono destes radinhos de pilha modernos não foi feito para captar som de show. O mesmo vale para as gravações feitas com máquina fotográfica.

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