quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Paredão DPNN: Entrevista com a Escritora Josiane Veiga

Nosso Paredão DPNN está de volta! E a primeira edição do ano traz uma entrevista exclusiva com Josiane Veiga, autora da trilogia GLS "Rendição Redenção Remissão". Extremamente simpática, ela fala aos DPNN sobre literatura, universo gay, preconceito, polêmica e futebol! Para os fãs, uma bela oportunidade de saber mais sobre a bela gaúcha, para quem ainda não conhece, uma chance de descobrir o universo da autora e correr para ler sua obra!

DPNN: Para começar, muito obrigado pela entrevista. Para iniciar nossa conversa, com faça uma pequena apresentação aos nossos leitores:
 Josiane Veiga: Primeiramente, quero agradecer ao blog pela oportunidade. Quando entrei em contato com vocês, não esperava um convite para entrevista, e fiquei verdadeiramente honrada, especialmente porque o “DOIS PERDIDOS NA NOITE” é hoje uma referência ao público GLS. Bom, e sobre mim? Sou Josiane Biancon da Veiga, tenho 28 anos – feitos no final de janeiro –, gremista, gaúcha, de origem italiana. Sou extremamente amigável, mas ao mesmo tempo desbocada. Sou cristã, apesar das religiões. Também sou alguém muito focado a arte, amo museus, exposições, teatro, etc. Sou excêntrica, detesto vulgaridade e promiscuidade. Ainda acredito no amor, seja ele vindo de uma mãe, cachorro ou de qualquer pessoa. Jamais fico neutra sobre qualquer assunto, sempre exponho opinião. Por isso, talvez, costumo atrair bastante crítica.
  
DPNN: Apesar de ser relativamente jovem, você já tem uma produção literária bem vasta. Como começou sua carreira de escritora? E como conciliar a literatura e o trabalho, já que são poucos que conseguem sobreviver do trabalho como escritor?
 Josiane Veiga: É verdade. Tenho cinco livros lançados, um em andamento, vários na mente a serem escritos, mais de cinquenta fanfics... Realmente, é uma produção enorme para alguém de vinte e oito anos.
Comecei jovem. Li meu primeiro livro mais ou menos aos dez anos, e aos doze já vencia um concurso escolar de literatura, contando uma história de amor entre espíritos. As datas não são bem nítidas, mas A CAMINHO DO CÉU (meu primeiro livro) foi publicado para o município em 1997. Desde então não parei mais. Escrevia durante as aulas, e em casa nos momentos de folga. Depois que comecei a trabalhar, escrevo no horário de almoço, ou à noite, logo após o jantar. É desgastante e às vezes penso em desistir, mas então recebo algum e-mail com comentários sobre minhas obras e sinto a força se renovar. Ser escritor no Brasil é ter que saber viver com a decepção de não receber nenhum incentivo financeiro. Viver de sua literatura é coisa para poucos, e eu não estou nessa lista.

DPNN: Você é heterossexual e é autora de uma trilogia abordando o universo GLS, a Rendição/Redenção/Remissão. Como surgiu a ideia de adotar esta "causa"? As pessoas se surpreendem ao descobrir que você não é gay? Já sofreu algum tipo de preconceito - tanto do público gay quanto do heterossexual por conta destes livros? Conte um pouco para nossos leitores a respeito da trilogia.
 Josiane Veiga: Meu amor por esse universo não é recente. Meu primeiro casal gay foi Shurato e Gae do anime Shurato que passava na extinta rede Manchete. Eu tinha lá uns dez anos, e me via completamente apaixonada pelo par. Na época era inocente demais, mas já notava o quão forte era o sentimento que os unia. Na escola, meus colegas os chamavam de “bichinhas” e eu me via desesperada a defender o amor deles. Era estranho, ainda mais para uma criança. Contudo, onde as pessoas viam horror, eu enxergava amor. Em meados de 1998 ganhei meu primeiro computador, e comecei a procurar com afinco informações sobre eles. Descobri o YAOI (é um gênero de publicação que tem o foco em relações homossexuais entre dois homens), e me tornei “fushoji” (mulheres fãs de Yaoi). Esse início claramente me deu uma visão sexual da vida um pouco diferente de que têm a sociedade. Não vejo o amor por sexos, e sim por sentimentos. Se eu sentia que personagens se apaixonavam, não me importava se eram dois homens, duas mulheres, ou um homem e uma mulher... eu torcia por eles! Eu tenho livros de amores Homo e Heteros. Dedico a eles o sentimento de autora igualmente, sem distinção. Até porque, não importa o gênero, tento construir personagens fortes em todas as obras. Sim, as pessoas se surpreendem ao descobrir que não sou gay. Algumas ficam encantadas, outras revoltadas. Normalmente os heterossexuais me olham como uma pervertida, e pensam que a trilogia necessariamente é uma obra voltada a pornografia. Existe também uma pequena – ainda bem! – parcela do público GLS que pensa que só gays podem escrever sobre gays. Todavia, eu sou uma autora de ficção, e não preciso necessariamente ter vivido o que os personagens viveram para poder falar sobre eles. Mas, a verdade é que a grande maioria adora. Principalmente os mais jovens, que estão ainda “se descobrindo”. Não posso negar que adoro o carinho que recebo, os comentários, as declarações de amor... Esse sentimento com certeza sobressai todo e qualquer comentário e crítica maldosa que recebi. Bom, sobre a trilogia:

Rendição: A história é centrada em Ken Takeshi e Kazuo Ninomura. Os dois se conhecem ainda crianças no escritório de uma agência de talentos, e o amor nasce instantaneamente. Eu lido com o fato de que são almas gêmeas, sem medo do quanto isso pode parecer piegas.
Ken vem de uma família amorosa, que aceita o filho do jeito que ele é, mas Kazuo não. Este último sofre tortura psicológica e física dos pais, e se torna um adulto inseguro, incapaz de entender e aceitar os próprios sentimentos. Rendição é focado nessa aceitação, e todo o plano de fundo é a indústria do entretenimento.
Redenção: Seis anos após Rendição, Ken e Kazuo já moram juntos. Ambos ainda fingem para o mundo que são heteros, mas Ken está farto da situação. Começam as crises. Não posso entregar muito, mas é minha melhor obra, sem dúvidas. Todas as questões sobre o comportamento dos protagonistas em Rendição são esclarecidas nessa obra, e eu me aprofundo no passado de Kazuo, contando o horror que viveu.
Remissão: O livro que encerra a trilogia ainda está sendo escrito. Estou no momento no capítulo 10.

DPNN: Conhece os trabalhos de outros autores de literatura gay? Há algum que tenha influenciado o seu trabalho?  Quais escritores foram fundamentais na sua formação de leitora e agora como escritora?
Josiane Veiga: Apesar de ser um gênero que sofre muito no Brasil, não tendo muitas oportunidades de divulgação, eu conheci duas autoras fantásticas. Samila Lages (com a Lenda de fausto) e Rafaela Rocha (com Escapismo). Os autores que foram fundamentais no meu crescimento são Moacyr Scliar, Érico Verissimo e Alexandre Dumas. Mas, dos três, foi Scliar meu mestre. Eu devorava seus livros, adentrava em suas obras, amava tudo que ele escrevia.

DPNN: Como é o contato com seus leitores? Recebe cartas, e-mails de pessoas que se identificam com seus romances? 
Josiane Veiga: Meu contato é extremamente estreito. Eu recebo muitos e-mails e cartas. Muitos. É incrível, nunca pensei que seria assim. Rendição, assim que foi lançado, começou a vender de forma surpreendente. Sei de gente que comprou e emprestou para os colegas de faculdade... O livro foi lido por uma turma inteira e cada um deles me mandou um e-mail. Recebi depoimentos comoventes de pessoas que foram vitimas de pedófilos na infância e – assim como meu personagem – não conseguem se abrir com ninguém, vivendo numa eterna dor muda. Outra pessoa me escreveu contando que se prostituiu na adolescência e que por causa de uma das minhas personagens, hoje tem esperança no futuro. Fora os que se apaixonaram pelos personagens. Aiko, um dos membros da banda Jishu ao qual Ken e Kazuo fazem parte, é disparado o personagem mais amado.

DPNN: O Japão é cenário da sua obra, tanto nos romances quanto nos trabalhos de fanfic. Qual é a sua relação com o país? Como você diferencia seus textos mais autorais em relação aos de fanfic, já que neste último, de certa forma, a liberdade de criação tem de respeitar a  verossimilhança a personagens e histórias já conhecidas pelos fãs.  Ser escritor é sempre ser autor?
Josiane Veiga: Amo o Japão. Mas, ele não foi o único cenário dos meus livros. Em A ROSA ENTRE ESPINHOS eu trabalhei a Inglaterra, e em A INSIGNIA DE CLAYMOR o cenário é a França medieval. Contudo, sim, eu prefiro falar sobre o Japão. É um país que sempre me atraiu de várias formas.
Sobre a diferenciação: fanfics são homenagens a obras que eu gosto. Tento ser o mais fiel possível ao autor original. Já nos meus livros e textos posso escrever o que eu quiser, criar a vontade, sem me ater a nenhum enredo pré-traçado.. Ser escritor é sempre ser autor? Uau, que pergunta! Realmente não sei definir.

DPNN: Você adora abordar questões polêmicas em seus livros. Além de romance entre gays no Japão, você já abordou questões como violência sexual, suicídio e até pedofilia. O que você acha desta onda politicamente-correta atual que tenta censurar até as piadas? Há algum limite para a arte? Existe algum tema sobre o qual você não escreveria?
Josiane Veiga: Alguém precisa falar sobre esses temas. Então eu falo. É simples assim. A grande maioria dos autores não tem coragem. Quando chegam a algo que possa fazer a sociedade torcer o nariz, eles simplesmente ignoram o tema. A triste realidade é que a maioria quer agradar editoras e leitores sem grande senso crítico. Por exemplo, em Rendição eu falo de aborto. É um tema polêmico, quase nenhum autor quer falar porque pode atrair críticas de ambos os lados (dos liberais e dos conservadores). EU, Josiane, SOU CONTRA o aborto. Contudo, e quando não há escolha? O que uma prostituta sem família, sem dinheiro, sem apoio e sem amor próprio pode fazer caso engravide? Ela não é capaz de amar nem a si, seria capaz de amar a uma criança? Colocar algo assim num livro cria uma situação que não agrada a muitos: pensar e se colocar na posição do personagem. É muito simples ser contra algo – contra os gays, por exemplo – quando um filho não é gay. Mas, caso seu bebê um dia chegasse a você e dissesse “mãe, amo outro homem”, será que o amaria menos? A onda politicamente correta é algo tão hipócrita que sequer dá pra mencionar. Aliás, o “correto” sempre foi falso. Basta olhar a Igreja que crítica os homossexuais, mas é assolada por casos de pedofilia. Ou as religiões que declaram amar o próximo, mas fazem campanha em rede nacional para que seus fiéis “metam o porrete” em homossexuais.
  
DPNN: Qual a contribuição da crítica, de um modo geral para a literatura? E para os escritores? Você acompanha as resenhas, tem vontade estrangular alguns comentaristas ou lida bem com isso?
 Josiane Veiga: Sim, eu acompanho as resenhas. Eu acho importante, fico feliz quando alguém resenha meu livro, afinal, considero que a obra foi importante o suficiente para o leitor ter tido a vontade de comentar sobre ela. No meu blog até tento manter um arquivo com os links das resenhas que encontro pela rede. Contudo, muitas vezes não sou avisada de que meus livros foram resenhados, e acabo não podendo agradecer ao resenhista. Já tive vontade de estrangular sim, rsrsrs. Afinal, senti a má vontade do leitor em ler o livro. Tipo, se não te agrada ler sobre dois homens fazendo sexo, por que comprou a obra? Algo como “fiquei chocada com os dois transando e acho que a autora descreveu excessivamente a cena” é ofensivo para mim.

DPNN: Muita gente já decretou a morte do livro, mas ele sempre resiste, e hoje em dia se reinventa por meio da internet.  Como você utiliza essa ferramenta na criação e divulgação do seu trabalho? O que acha dos blogs e sites literários?
Josiane Veiga: Muita gente compra e-books.  Tanto o Bookess quando o Clube de Autores lançaram meus livros à venda por e-books. Eu, como leitora, prefiro o papel. Aquela mágica de se deitar na cama após um dia exaustivo e ler um livro enquanto sonha com seus personagens. Mas, como cada um é cada um, fico feliz quando alguém lê meus livros não importa o formato. Acho que o autor tem que se adaptar a tudo, especialmente aqueles que estão em busca do seu lugar ao sol – meu caso.

DPNN: Para terminar: futebol! Você é gremista, ao que me consta, torcedora de verdade, daquelas que curtem acompanhar o time do coração. Por que o futebol não costuma ser tema da literatura? Esporte em geral costuma render boas histórias, não é incrível que o mais popular dos esportes não tenha tanto espaço na literatura? Já pensou em escrever algo sobre seu time?
Josiane Veiga: Ah, eu AMOOO futebol. Eu nasci no estádio, né? Minha mãe estava acompanhando a um jogo quando sentiu as dores, foi às pressas para o hospital e deu a luz enquanto Yura (ex-jogador do Grêmio) fazia o gol da vitória. Cresci nesse mundo apaixonado pela bola, dou muita importância ao meu time, etc. Mas, acho que escrever sobre futebol é algo realmente difícil. Mas, não impossível. Quem sabe um dia, não?

DPNN: Agora umas rapidinhas

Melhor livro que já li: O senhor dos Anéis.
Pior livro que já li: A cabana.
Um escritor que eu gostaria de ter sido: Moacyr Scliar.
Primeiro livro que li: Sozinha No Mundo - Marcos Rey
Último livro que li: O guia do mochileiro das galáxias.
Se eu fosse uma personagem de um livro, seria... Por quê? Live – Guardians de Luciane Rangel. A garota é uma guerreira defensora do signo de Aquário, e foi adotada por duas mulheres. É forte, brava, sem medo, e ao mesmo tempo doce e delicada, capaz de ver o amor e aceitar o sentimento das duas mães sem qualquer preconceito ou vergonha. É a melhor personagem da Luciane, na minha opinião.


Josiane Veiga:  Mais uma vez, obrigada pela oportunidade!

Gostaram da moça? Quem quiser saber mais sobre ela, ou conferir seus livros, aqui estão seus contatos:

29 Comentários:

Petit Ange disse...

E essa entrevista só me deixa mais e mais ansiosa para pôr as mãos na saga Jinshu ;-;

Josy é mesmo uma excelente escritora, com coragem e sensibilidade de sobra, e isso faz de suas obras pérolas únicas por aí! Não tem como não se apaixonar por cada conto que cria~

Excelente entrevista, mas a vontade que fica de comprar todos os livros dela depois disso não é brincadeira ;-;

Denise disse...

Eu tive a oportunidade de conhecer a Josy através das fanfics que ela escreve, e logo após eu conheci a trilogia Rendição, Redenção e agora aguardando Reemissão. O que dizer de uma pessoa que a cada vez admiro pela forma de escrever, pelos personagens criados? Muitos dos temas abordados, como já tive a oportunidade de dizer à ela, nos faz pensar que se estivessemos naquela situação, qual seria a minha atitude?
Só posso dizer à ela que a cada obra, ela nos surpreende e nos faz admirá-la cada vez mais....
Só tenho um problema em relação à ela.... ela é gremista, e nos anos 90, o Gremio só massacrava o meu Palmeirinha!!!! kkkkkk
Josy, parabéns... como foi dito no início, uma oportunidade de conhece-la um pouquinho mais

Pri Novelini disse...

Nossa o que comentar dessa escrita maravilhosa? Nem tenho palavras! Conheci a Josy na internet e uma suas leitoras me emprestou o livro Rendição... amei logo no começo! Nunca pensei que iria gostar de ler livros desse gênero! Amo ler, sempre que posso estou com um livro nas mãos mas, ler um livro com temas como a Josy aborda foi a primeira vez! Logo li Redenção, agora estou lendo a Rosa entre espinhos e A insígnia de Claymor. já li várias fanfic também.
A Josiane está de parabéns pelo que escreve. Ela é uma excelente escritora!
Parabéns pela maravilhosa entrevista

Lobinho disse...

É inacreditável a quantidade de meninas que ama yaoi.
Parece mentira,mas o pouco que sei de yaoi, aprendi com mulher hétero. Mulheres dão show.

Para Josiane ser perfeita, só faltou ser sãopaulina. kkkkkkk.

Jun disse...

Uma coisa é certa, para fãs do gênero existe "Antes" e "Depois" de Josiane Veiga.

Eu sou uma fã completamente viciada nas histórias dessa mulher! Ela é incrível!

Dos livros já lançados eu só conheço a Saga do Jishu ["Rendição", "Redenção" e estou acompanhando os capítulos lançados de "Remissão"]mas quero muito ler os outros também. Lembro que quando comecei a escrever as minhas fanfics mais voltadas para o Yaoi, por ironia do destino, foi na época que eu conheci a Josy. Ela me incentivou bastante a continuar a escrever e, sem dúvidas, é uma das escritoras/ficwriters na qual eu mais me inspiro.

Josiane tem aquela escrita que te faz viver e acreditar na história. Te faz rir, chorar, sentir falta. É indescritível... só lendo para entender o que eu estou falando.

Parabéns pela entrevista!! ♥

Anônimo disse...

Ótima a entrevista e como ela eu também ODEIO A Cabana.
Adorei as suas perguntas, principalmente a pergunta sobre o futebol. Eu sou uma slash (um genero de fanfic de temática homo) No Livejournal existem várias, com vários personagens de filmes livros, futebol e até fórmula 1. Muito bacana, sou hétero, mas me fascina amor entre duaas pessoas do mesmo sexo. Me identifiquei com a autora...eu também defendo meus casais preferidos hahahahhaa

beijos.

Samila Lages disse...

A Josi é um grande exemplo para todos os escritores como eu - especialmente os que se aventuram na ainda marginalizada 'literatura queer'.
É difícil encontrar alguém tão jovem com tanto material, com tanto empenho e com tanto amor pela escrita. Admiro muito a Josi como pessoa e sobretudo como escritora. Adorei Rendição! É apaixonante de tão real! Sem falar que ela é uma simpatia ímpar com seus fãs!
Parabéns ao site por essa entrevista com essa fera da literatura, e que ela continue com muito outro trabalhos, voltados ou não para o tema gls - espero que muitos deles sim, pois amo yaoi, né?? XD

Bruh_Caroline disse...

Falar que admiro o trabalho da Josiane Veiga é pouco. Suas histórias nos prendem de um jeito que é impossível largar antes de ler a ultima pagina!
Queria que TODOS tivessem a oportunidade (e o privilégio!!) de ler Rendição,Redenção e Remissão(que está por vir) pois garanto, essa saga é incrível e apaixonante!
Adorei a entrevista. Além de uma excelente escritora, a Josy é uma pessoa fantástica!

Gato Van de Kamp disse...

Amado, depois da um pulo lá np blog que e respondi... Beijos...

Emmanuelle Maia disse...

Fiquei encantada com a entrevista e com as respostas,realmente excelente.

Eu sempre fui uma leitora voraz desde criança,mas eu encontrei nas obras da Josiane uma sensibilidade na escrita impressionante que eu nunca consegui comparar a nada que tinha lido,ela é realmente única e de uma forma incrível,com o tempo tive o prazer de ir conhecendo mais a Josi e percebi como ela é forte e como ela influencia muitas pessoas,então me emociono ao ler uma entrevista tão cativante.

Isa disse...

Eu sou fã da Josy!
Amo tudo que ela escreve e seus textos são magníficos.
Como não amar (e odiar) os personagens da trilogia de Rendição?
Eu me projeto na história, sofro junto e quero ajudar!
Rendição foi meu primeiro Yaoi e vou levá-lo para o resto da minha vida.
Linda entrevista!
Parabéns!!

Anônimo disse...

Josy não é apenas uma escritora que sabe fazer um bom uso das palavras, criando enredos fantásticos de ficção dentro dos temas que ela se propõe a escrever. Ela é do tipo que transforma ficção em realidade, fazendo seus leitores acreditarem em cada palavra e debaterem sobre o assunto por dias como se ele fizesse parte de nosso dia-a-dia.
Remissão é meu livro yaoi de cabeceira. Aquele que me abriu as portas para um mundo maravilhoso e fascinante em que a única coisa que importa é o sentimento.
Sabe que sou sua fã, né?
Amei a entrevista, Josy!
(Fabi Moraes)

Gabs disse...

Ahhh, a Josy.
Como bem disseram aqui, existe o "Antes de Josiane Veiga" e "Depois de Josiane Veiga". Eu sou fã do gênero há quase 10 anos, e depois de tê-la conhecido através de Rendição, a minha paixão só aumentou.

Desde então, li Redenção e estou acompanhando Remissão e é incrível como ela tem o poder de prender a nossa atenção, nos fazer refletir, amar, odiar, chorar... E até mesmo entrar na história a ponto de não conseguir diferenciar realidade de ficção.
Por isso, eu só tenho a agradecer à ela.

Parabéns pela ótima entrevista!

Suellen disse...

É isso ai!!!!!!!!! Eu amo as histórias de Josy e sou hetero. =) No momento estou lendo Rendição e só fiquei com raiva dos personagens que não vem o obvio e tive vontade de queimar o livro, mas percebi que não ia saber o final. Não fiz isso não viu.
Acho que os livros de Josy são assim, a pessoa acredita que os personagens são tão reais que tem raiva ou amor ou quer dizer na cara de fulano a verdade.
É por isso que amo ler suas fanfics e estou lendo o livro dela. Vejo o amor sem preconceito!

Parabéns Josy e amei a entrevista!!!!!!!!!!!!

Fred disse...

Bahhhhhhh (gauchês MODE ON)!!! Matou a pau com a entrevista. Coisa de gente grande mesmo! Congratz aos envolvidos! Hugzão e se eu apurar mais sobre as alergias vaginais da Rainha te aviso... hehehe!

Fernando Munhoz disse...

Nossa! Eu nunca havia ouvido falar dela! Achei demais a entrevista! Parabéns meninos, o paredão voltou com tudo héin! Ah, Obrigado pelas palavras carinhosas sobre mim lá no blog do Alex, o dia que quiserem me sequestrar para um giro em Sampa, estou disponível alok! Beijão!

Leticia Tiemi :3 disse...

Lindo! *-*
Realmente, a Josy, além de escritora incrível, é uma mulher que sigo de exemplo, sempre enfrentando os desafios e as críticas, mostrando o que realmente pensa sobre diversos assuntos.
Sou realmente feliz por tê-la conhecido, e conhecido suas histórias. O "Rendição" que ganhei num sorteio é um dos meus livros favoritos na estante, sempre estou lendo trechos.
Parabéns pela entrevista! <3

Anônimo disse...

Nossa! Eu estou ficando cada dia mais PHINNA aqui!

Com certeza vou ler os livros. Adorei a escritora que não conhecia e a entrevista...de primeira!

Parabéns aos dois!

Yah disse...

A Josy é fantastica. Ela é uma excelente escritora amiga e verdadeira. Ela sempre fala o que pensa e nao ta nem ai pra ninguem, é tanto que ela defende o universo yaoi com unhas e dentes, e me fez querer fazer o mesmo.
Posso dizer q sou uma seguidora da Josy, pq ela é uma guerreira. Eu amo a trilogia Rendição/Redenção/Remissão, ela sabe passar emoção como ninguem, eu ja cheguei a correr em circulos pelo quarto com trechos da obra dela e sair contando pra todo mundo o que os personagens fazem (LOL)

Eu admiro mt ela, ficaria feliz q no Brasil dessem espaço as obras dela, a literatura dela é magnifica.

FOXX disse...

não conheço os livros dela
mas parabéns por conseguir publicar, isso é mto dificil aqui no Brasil.

Wans disse...

Porra, difícil encontrar literatura GLS, mais difícil é encontrar mulheres que escrevam, né?

Muito legal!

Fred disse...

Quer uma imagem pior? Magina: homem de crocs, pochete, sunga, tênis e meia soquete... hahahahaha!
E viva o lado brega da Força - sempre! Hugz!

Lekiss disse...

Olha...vcs estão de Parabéns ...fiquei encantado com Josiane, pela atitude, pelo "carão" que tem em abortar estes temas e ser persistente num país onde se diz que tudo é "aceitado" mas que vive em uma "Censura Fria"...Otimo post...

Anônimo disse...

Tenho q concordar com o que foi dito! Existe o 'Antes e Depois' de Josiane Veiga. Sempre gostei de ler e "Rendição" foi a primeira obra do gênero que eu tive oportunidade de conhecer. Depois de Rendição li várias fanfics e posso dizer q Josy sempre me surpreende e fascina!! Seus textos são lindos e suas histórias nos prendem do começo ao fim. E qdo acaba a gente ainda fica com vontade de continuar lendo. Por sorte Rendição foi seguida de Redenção e, por fim, Remissão que estamos acompanhando atentamente! Mas aposto que ao final desta, ainda vamos querer mais...
Continue sempre escrevendo, Josy. Estarei sempre lendo!
TeSho~

Dani Hatsu disse...

Realmente para quem conhece a Josy, sabe o quanto essas palavras são verdadeiras.

Tratar desse universo e peitar as retaliações são para poucos e Josy faz com maestria, eu sou uma das que por suas obras, no caso Rendição pude a conhecer, apesar de acostumada a literatura 'yaoi' o texto e a paixão contida em ada linha de seus livros e fanfics se torna realmente real.

Hoje para mim a Josy se tornou uma formadora de opiniões pelo modo como ela defende o que escreve e o qua acredita seja o que for. Tenho muito orgulho de todos os passos dados por essa excelente amiga, escritora excepcional e uma grande pessoa.

Como os comentários acima mostra esperamos que estas obras Rendição, Redenção e Remissão seja a primeira e muitas voltado a esse publico e que cause tanto ou mais amor como ate hoje.


Parabens Josy, As lovers como sempre estaremos ao teu lado

yukari sakurai disse...

q coisa feia, nem tinha comentado antes DDD:
mas, fora tudo isso q o pessoal disse XD
a josy nao so me incentivou a entrar no universo yaoi, e consequentemente acabei conhecendo pessoas maravilhosas *O*, como tbm me fez apaixonar ainda mais por uma banda q carrego no coraçao <3
por isso sou imensamente grata de te-la como amiga *pausa pra lagrima*
como escritora, nem tenho oq comentar.
Perefeita *joga purpurina*
acho q so convivendo todos os dias pra saber o qto nossa amizade [entre as lovers] eh realmente forte :'D
obrigada por tudo, josy <3

Gene Maia disse...

Sensacional sua entrevista Josi, vc sabe mesmo como se posicionar, sou muito fã sua, vc sabe né!
Estava comentando com a Emmy a respeito da entrevista e estava dizendo como admiro o seu jeito de dizer o que pensa sem se deixar abater por que um ou outro não ache incoveniente falar sobre determinado assunto.
O que mais me admira em você é fato de quão verdadeira vc é, isso é muito raro hoje em dia.
E vc simplesmente é uma autora sem igual.

Ps: Sobre a pergunta: "Ser escritor é sempre ser autor?" Tmb não sei responder.

Realmente gostei das perguntas, o pessoal do site está de parabéns tmb, colocaram uns tópicos que realmente valeram a pena.

Kamy Jaganshi disse...

Uau babei com essa entrevista, quanto mais eu conheço Josy-senpai, mais louca pelos livros dela eu fico, ainda vou comprar Rendição e pode ter certeza que irei comprar Remissão...
O legal também dessa entrevista, foi que para quem está querendo fazer seu primeiro livro (tipo eu rsrs), acaba criando coragem para por algo em meio a história que com certeza ira chocar muita gente, pois infelizmente eu sou assim, tenho medo de por algo que ninguém irá gostar, mas depois que li aqui, criei coragem e vou fazer o que gosto sem medo das represálias.

Josy-senpai, vc já sabe, virou minha inspiração para livros e espero que os meus alcance os seus pelo menos um pouco ^_^

bjokas geladas e amei demais essa entrevista.

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