quarta-feira, 2 de junho de 2010

Brendan Perry - Ark: como ir às Nuvens em 8 Lições

Dead Can Dance. Como definir esta banda. Melhor não definir. Basta dizer que o primeiro álbum, que leva o nome da banda, é o disco que eu levaria para uma ilha deserta. E que a canção “In Power We Entrust The Love Advocated” é a mais bela música já composta por um ser humano. Prontofalei.

Lembro-me até hoje das minhas primeiras fitas k7 da banda e do dia em que comprei o primeiro CD. Juntei o dinheiro o mês inteiro, mas finalmente entrei naquela loja de discos importados e saí de lá com minha cópia do álbum Aion, de 1990. Para quem tem o mundo à disposição com apenas um clique no mouse, pode parecer estranho, mas foi assim, deste jeito, que todo mês eu ia até lá e voltava feliz proprietário de mais uma peça na discografia da banda, deixando por lá boa parte do meu salário. Não foi oficialmente o primeiro CD que comprei (foi o Porcupine, do Echo & The Bunnymen), nem o primeiro álbum (The Top, do The Cure), mas foi igualmente marcante.
Hoje em dia isso pode parecer coisa de outro planeta, mas passei mais de uma década ouvindo diariamente o trabalho do DCD, mas não fazia a mínima idéia de como era a cara do Brendan Perry e da Lisa Gerrard, a dupla por trás do nome, já que eles não colocavam fotos nos encartes. Para vocês terem uma idéia, só os conheci quando vi o show Toward the Within, no videocassete. Isso foi em 1996, um mês antes de vê-los pessoalmente, aqui em SP. Quando soube da notícia, não pude acreditar. Comprei o ingresso no primeiro dia. E o show foi tudo aquilo que eu esperava e um pouco mais. Pouco depois o grupo acabou, cada um seguiu seu caminho.

Mas este post não é sobre o DCD, é sobre o Brendan Perry. Para a imensa maioria dos fãs, DCD = Lisa Gerrard. Menos para mim. Sempre preferi as músicas em que o Brendan cantava.
Em 1999 Brendan lançou um álbum solo, legal, a faixa “Medusa” é linda, mas faltava algo. Este “algo” chegou. No último dia 7 foi lançado seu mais novo álbum, que na verdade reúne 8 faixas que ele compôs para o DCD, mas teve de guardar. O álbum se chama Ark. Só posso descrevê-lo com uma palavra: PHODA. Com “ph”, para dar mais ênfase. Todas são climáticas, viajantes, tristes, lindas, contam com aquela voz maravilhosa que sabe colocar emoção em cada sílaba e, ao contrário do álbum anterior (que era mais folk), todas apresentam alguma bateria (eletrônica ou aqueles batuques típicos do DCD – aliás, o álbum todo foi feito usando software). Não dá pra dizer qual faixa é a melhor. Imagine o Brendan cantando “The Ubiquitous Mr. Lovegrove” no Massive Attack ou no Portshead e você terá uma leve impressão. Lindo de chorar. Acho que ouvi hoje umas 10 vezes. PHODA.PHODA. PHODA.



1 Comentário:

Wans disse...

Eu juro que poderia ter escrito esse post. Ouvi esse cd no mês passado, até comentei por aqui. que bom que vc foi conferir. Eu amei cada segundo dele. Achei muito mais parecido com DCD que o anterior. E sabe que eu tb gosto muito mais do Brendan do que da Lisa. Acho Ulysses fantástica! Xavier me dá arrepior, mas In the Power é abolutamente sublime. Aquele final é phoda! Procure a versão ao vivo. Tb é maravilhosa!

bj

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